domingo, 30 de março de 2014

Cotas para negros em concursos


Projeto prevê reserva de 20% das vagas em concursos federais.


PL foi aprovado na Câmara e agora segue para votação no Senado.
A Câmara aprovou na noite de quarta-feira (26) o projeto de lei 6.738/13 que reserva para negros 20% das vagas nos concursos públicos da administração pública federal. Agora, a proposta segue para votação no Senado.
De acordo com o projeto de lei, a reserva de vagas vale tanto no âmbito dos ministérios quanto para autarquias, agências reguladoras, fundações de direito público, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União, como Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Correios e Banco do Brasil. O projeto não inclui vagas no Legislativo e no Judiciário. A aplicação das cotas será limitada ao prazo de 10 anos.

O G1 elaborou um tira-dúvidas sobre o assunto.

O que o projeto estabelece?

O texto define reserva de 20% das vagas para negros em concursos para a administração pública federal direta, como ministérios, e também na administração indireta, para autarquias, agências reguladoras, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
Poderão concorrer às vagas da cota racial todos que se declararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso, conforme os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Os candidatos negros só poderão concorrer pelo sistema de cotas?
Não. Os candidatos negros concorrerão, ao mesmo tempo, às vagas da cota racial e às destinadas à ampla concorrência. Os negros que tiverem nota suficiente para aprovação dentro do número de vagas da ampla concorrência não tirarão vaga do sistema de cotas.

E se o candidato mentir?

Na hipótese de declaração falsa, o candidato será eliminado do concurso. Se já tiver sido nomeado, responderá por procedimento administrativo e poderá ter a admissão anulada.

Qual o número mínimo de vagas no concurso para haver cotas?

Conforme a proposta, haverá cota racial sempre que o número de vagas oferecidas no concurso público for igual ou superior a três. No caso de 20% das vagas resultar em um número fracionado, será arredondado para cima sempre que a fração for igual ou maior que 0,5, e para baixo quando for menor que 0,5.

E se não houver aprovados suficientes para as vagas?

Caso o número de cotistas aprovados não chegue aos 20%, o restante das vagas será preenchida pelos candidatos que participaram do concurso pelo sistema universal. A nomeação dos aprovados se dará respeitando os critérios de alternância e proporcionalidade, “que consideram a relação entre o número de vagas total e o número das vagas reservadas a candidatos com deficiência e a candidatos negros”.

Como vai tramitar o projeto?

Segundo a assessoria da Casa Civil, o projeto de lei tramita em regime de urgência constitucional. A Câmara teve 45 dias para votar o texto, mas demorou 4 meses para aprovar. Agora, o projeto segue para o Senado, onde também tramitará em regime de urgência. Segundo o Senado, até a manhã desta quinta-feira (27), o projeto ainda não tinha sido enviado para a casa.

Quando a medida passará a valer?

Após a aprovação da Câmara, o projeto segue para apreciação do Senado, que ainda poderá fazer modificações no texto. Em seguida, a proposta segue para sanção presidencial. As regras não valerão para concursos cujos editais tiverem sido publicados antes da entrada em vigor da lei.

De onde veio a ideia da cota racial em concursos?

De acordo com a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, o projeto enviado ao Congresso foi baseado em um estudo do governo que analisou o perfil das pessoas que ingressaram no serviço público nos últimos 10 anos. Em 2004, 22% dos funcionários públicos eram negros. Já em 2013, o índice atingiu cerca de 30% do quadro funcional. A ministra espera que a participação chegue a 50%.

Quanto tempo dura a lei?

A lei vai vigorar pelo prazo de 10 anos. Caberá à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) avaliar anualmente o cumprimento da proposta.

Existe alguma política de cotas para concursos no âmbito federal?

Não há lei nacional sobre reserva de vagas em concursos para determinadas raças, apenas para deficientes físicos. A lei 8.112, que rege o servidor público civil federal, determina que sejam reservadas até 20% das vagas para deficientes, desde que as atribuições do cargo sejam compatíveis com a deficiência. O decreto 3.298/99 definiu o percentual mínimo de 5%, ao regulamentar a lei 7.853/89, que deve ser aplicado em todo o país.

No país, há estados que reservam vagas para negros nos concursos?

Atualmente, pelo menos 4 estados têm leis que reservam cotas de vagas para candidatos negros. São eles: Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No Rio Grande do Sul, a lei prevê a reserva de 15% das vagas para negros, pardos e indígenas nos concursos da administração pública direta e indireta de todos os poderes do Estado. No Paraná são 10% para negros; no Mato Grosso do Sul são 10% para negros e 3% para índios, e no Rio de Janeiro são reservadas 20% das vagas para negros e índios nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos integrantes dos quadros permanentes de pessoal. Os candidatos devem comprovar sua condição por meio de ficha e declaração por escrito.

Os candidatos podem optar por concorrer ou não pela cota. No PR e em MS, os que se declaram negros ou índios cumprem as mesmas etapas dos demais, porém passam por uma banca que faz uma avaliação visual para confirmar se poderão ficar com a vaga reservada. Essa banca considera não só a cor da pele, mas características como tipo de cabelo, formato da boca e nariz.
O Estado de São Paulo apresentou em dezembro um projeto de lei que pretende instituir uma pontuação extra para negros, pardos e índios em concursos públicos estaduais. A meta é que cada órgão do estado tenha 35% de servidores negros e pardos e 0,19% de indígenas em cinco anos. A proposta foi enviada para a Assembleia Legislativa, mas não há previsão de votação. O projeto também prevê o uso da auto declaração como critério de seleção.


Fonte: g1.globo.com

PARABÉNS AO SENSEI ALEXANDRE PEREIRA, ELIVAN SOUZA, LORENA BASTOS E ISMAEL PINTO


Mais uma vez a Elite Karatê Clube – EKC prova que tem valor e honra seu Sensei, Alexandre Pereira demonstrando não ser à toa que pertence à FBKES (Federação Baiana de Karatê Estilo Shotocan), dessa vez apenas quatro atletas da EKC representou a academia na I Copa de Karatê Senhor do Bonfim organizada pelo professor Jardel e realizada na cidade de Senhor do Bonfim neste domingo, 30/03/2014.
Nesse evento apenas fizeram-se presentes, da Elite Karatê Clube – EKC, os atletas Sensei Alexandre Pereira (faixa preta, 3º Dan), Elivan Souza (faixa preta 1º Dan), Ismael Pinto “Fifiu” e a única representante do sexo feminino a faixa marrom Lorena Bastos, o reduzido grupo, entretanto não se intimidou diante dos adversário e com Deus no Comando conquistaram seis medalhas, sendo três de ouro, duas de prata e uma de bronze. Essa é a ELITE KARATÊ CLUBE! Parabéns a nossos bravos e brava guerreiros e guerreira assim como a todos nós membros dessa família muito bem representada pelos atletas acima citados. Oss EKC!

Sol Mac, atleta da EKC com muito orgulho. Oss!

quinta-feira, 27 de março de 2014

II FEIRA DAS PROFISSÕES: ORIENTAÇÕES PARA VOCAÇÃO UMA CARREIRA PROFISSIONAL



Apresentação

Visando ajudar os futuros ingressantes a melhor conhecer os cursos ofertados pela Universidade, é que a Uesc promoverá, de 08 a 10 de maio de 2014, a II Feira das Profissões: Orientações para uma Carreira Profissional com o objetivo de fornecer subsídios aos estudantes do ensino médio, das escolas das redes pública e privada, para que, com a ajuda dos docentes e discentes da Uesc, orientem-se na importante tarefa de optar por uma carreira profissional.
Para isto, serão apresentadas as unidades de ensino, os cursos oferecidos, as ações de apoio aos alunos. Serão descritos os perfis dos profissionais formados pelos diversos cursos e sua atuação no mercado de trabalho; os pré-universitários conhecerão detalhes dos cursos de graduação ofertados pela Uesc, nos estandes montados, e poderão tirar dúvidas sobre os cursos, com os estudantes universitários veteranos.
Objetivos: Apresentar uma visão panorâmica da Universidade.
Público Alvo: Estudantes do 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

FONTE: http://www.uesc.br/eventos/iifeiradasprofissoes/

Bahia: Duas universidades federais podem ser criadas


 

Luiz-Argôlo-deputado-Blog-Marcos-Frahm

A ideia, que partiu do projeto de Lei 5613/13 de autoria do deputado Luiz Argôlo (SDD), foi aceita na última quarta-feira, dia 19

O Congresso Nacional aprovou a criação de duas novas universidades na Bahia: Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD) e a Universidade Federal do Litoral Norte (UFLN). A ideia, que partiu do projeto de Lei 5613/13 de autoria do deputado Luiz Argôlo (SDD), foi aceita na última quarta-feira, dia 19, e ainda será analisada por quatro comissões da Câmara e duas do Senado.

Se não sofrer nenhuma emenda, será encaminhada diretamente para a avaliação da presidente Dilma Rousseff. De acordo com o autor do projeto, ainda não há informações sobre o número de vagas de alunos, nem cursos a serem implantados. Estas definições, segundo ele, dependem da avaliação do Ministério da Educação (MEC). Pelo projeto, serão criados 200 cargos de professor, 850 de técnico-administrativo em Educação, um de reitor, um de vice-reitor, 87 de direção e 405 funções gratificadas para cada universidade. 

O projeto ainda prevê que os recursos financeiros para as instituições sejam provenientes de dotações orçamentárias; de auxílios e subvenções concedidas por entidades públicas e particulares; de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades ou organismos nacionais e internacionais, entre outros.

FONTE: http://www.bahianoticia.com.br/index.php/blog-de-noticias/categorias/politica/item/1343-bahia-duas-universidades-federais-podem-ser-criadas.html
 

MARAÚ: Pesquisadores da UESC descobrem nova espécie de camarão em TREMEMBÉ

 

Pesquisadores da UESC Descobrem Nova Espécie de Camarão

26/03/2014 atualizada em 26/03/2014 15:04
Pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) encontraram nos manguezais de Maraú (BA) uma nova espécie de camarão do gênero Potamalpheops. A descoberta foi realizada pelos alunos dos programas de Pós-Graduação em Zoologia (Guidomar O. Soledade) e em Sistemas Aquáticos Tropicais (Patricia S. dos Santos) e pelo coordenador do Grupo de Pesquisas em Carcinologia da UESC, professor/Dr. Alexandre O. Almeida.
De acordo com o grupo, na pesquisa realizada nos meses de janeiro e março de 2013, os crustáceos foram encontrados em um manguezal situado na foz dos rios Baiano e Serra, próximo ao povoado de Tremembé, município de Maraú, Bahia. Trata-se de um camarão de pequeno tamanho, com aproximadamente 1 cm de comprimento. Os camarões foram obtidos em tocas de outros crustáceos em ambiente de mangue, como o caranguejo-uçá. Após análise em laboratório, foi constatado que os camarões pertencem a uma nova espécie do gênero Potamalpheops, que não era previamente conhecida na América do Sul, possivelmente, a primeira espécie do Atlântico sudoeste de camarão do gênero Potamalpheops Powell.
O nome da espécie, Potamalpheops tyrymembe, foi escolhido em homenagem ao local onde foi descoberta. Tremembé, que vem do Tupi tyrymembe, que significa “pântano”. Este crustáceo pertence a um grupo de animais conhecidos pelas comunidades tradicionais da região como “tamarús”. O artigo contendo a descrição da nova espécie foi publicado em fevereiro deste ano na Revista Zootaxa (http://biotaxa.org/Zootaxa/article/view/zootaxa.3760.4.7).


FONTE: http://www.uesc.br/noticias/?acao=exibir&cod_noticia=2845

domingo, 23 de março de 2014

ECOSOFIA OU ECOFILOSOFIA: A FILOSOFIA EM PROL DO MEIO AMBIENTE


Ecofilosofia

O mundo moderno se vê diante de desafios às vezes aparentemente intransponíveis. Um dos maiores dilemas que se apresenta hoje à Humanidade é o da esfera ambiental. Tentando compreender e solucionar estes problemas que afetam profundamente a capacidade de sobrevivência do Homem na Terra, surgiu a Ecofilosofia, movimento filosófico nascido no século XX.
Seus seguidores creem que a civilização realizou escolhas equivocadas que a leva, hoje, a ameaçar sua própria existência no Planeta, que vê seus recursos naturais  se esgotarem com incrível rapidez. Boa parte dos filósofos ocidentais ainda prefere desprezar a Natureza e suas implicações na vida humana, concentrando-se nos dilemas espirituais. Mas recentemente uma nova corrente, conhecida como Ecofilosofia, tem se dedicado a observar mais atentamente a dimensão natural.

Nascida em 1973, a ecologia profunda  – assim chamada em contraposição à ecologia rasa, mais focada em questões circunstanciais, como a poluição e o esvaziamento dos recursos oferecidos pela Natureza -, foi criada pelo norueguês Arne Naess, que opta pela expressão ecosofia, traduzida como saber referente ao meio ambiente. Enquanto a ecologia rasa prioriza a qualidade de vida dos habitantes das nações desenvolvidas, a ecofilosofia se preocupa com o progresso pessoal, não econômico.
A ecofilosofia mergulha bem mais fundo em suas preocupações, pois expõe os próprios alicerces da sociedade ocidental, desvelando sua excessiva preocupação com os lucros econômicos e o desprezo pelo meio ambiente. Seus adeptos jamais se valem do uso da violência para impor suas crenças; são todos pacifistas. Não é à toa que um dos ídolos de Naess seja Gandhi.
O criador da ecologia profunda só acredita na possibilidade de progresso que leve em conta a evolução humana. Ele propõe uma visão holística que perceba a totalidade da existência humana e sua interação completa com o tecido planetário, uma fusão total entre o ser e o mundo no qual ele habita. Este ponto de vista pressupõe a aceitação das diferenças, a convivência com a alteridade, o respeito ao território sagrado do outro, a sua capacidade de realização pessoal. A ecofilosofia é permeada, portanto, pelo mais amplo sentimento de tolerância.
Os ecofilósofos não veem o Homem como um ser que se encontra no ápice da hierarquia evolutiva, pronto para dominar a Natureza. Esta mentalidade pode levar a um choque entre a Humanidade e os recursos de que o Planeta dispõe. Eles são profundamente inspirados por ideias provenientes das mais diversas culturas, como, por exemplo, a indiana. Estes filósofos também investigam a fundo a forma de vida dos povos primitivos, tentando resgatar princípios que o ser humano perdeu ao longo do tempo.
O Homem se vê diante de uma iminente modificação paradigmática. Neste sentido a ecofilosofia possibilita uma transformação na visão de mundo e na forma do ser humano interagir com ele. Esta filosofia considera importante buscar a simplicidade, o respeito ao outro, a generosidade, uma maior convivência com a Natureza. A Humanidade precisa reaprender a viver em contato com a esfera natural, mais integrada ao ambiente que a cerca e do qual ela se alimenta.
Fontes
Gaarder, Jostein. O Mundo de Sofia. Romance da História da Filosofia. Cia das Letras, São Paulo, 1995.


ÁFRICA DO SUL LUTA CONTRA A "CAÇA ENLATADA" AOS LEÕES


Começa na África do Sul manifestação mundial contra ‘caça enlatada’ de leões

A manifestação mundial pela defesa dos leões começou neste sábado (15) na África do Sul com cartazes e slogans de denúncia da prática da “caça enlatada” destes animais criados em jaulas, observou a AFP.
Acusam as fazendas de animais, muito numerosas na África do Sul, de criar leões com fins estritamente comerciais, longe de seu habitat selvagem natural, para serem acariciados por turistas e, sobretudo, para servir de presa para caçadores fãs de troféus.
No Zoo Lake, no centro de Johannesburgo, entre 2.000 e 3.000 pessoas marcharam no fim da manhã com grandes imagens de leões e bandeiras nas quais era possível ler slogans como “Salvem nossos leões” ou “Criado para ser morto”.
Na Cidade do Cabo, o arcebispo Desmond Tutu, de 82 anos, herói da luta anti-apartheid e defensor dos animais e da natureza, liderará um protesto similar e fará uma oração pelos leões.
Meia centena de cidades se unirão ao protesto ao longo do dia, de Paris a Nova York, passando por Dubai.
Cerca de 60% dos leões da África do Sul, em torno de 5.000, vivem em jaulas, criados em dezenas de centros de exploração, para depois serem vendidos aos zoológicos ou serem soltos famintos na natureza com o objetivo de serem caçados, em um habitat que desconhecem por completo e onde suas chances de escapar são mínimas.
Este tipo de caça, chamada em inglês de “canned hunting”, ou “caça enlatada”, é muito lucrativa.
Preocupada, a associação de caçadores profissionais da África do Sul reagiu de forma preventiva na sexta-feira para evitar confusões.
“A ‘caça enlatada’ é ilegal na África do Sul”, afirmou, e “não deve ser confundida com as formas de caça legal, responsável e sustentável que têm um impacto positivo demonstrado sobre a preservação da fauna na África do Sul e em outros países”.
O turismo de caça forneceu em 2012 1,24 bilhões de rands (83 milhões de euros) à economia sul-africana, segundo um estudo realizado para a associação de caçadores profissionais. Um caçador estrangeiro gasta, em média, 3.336 dólares (2.400 euros). (Fonte: Terra)
FONTE: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2014/03/17/103594-comeca-na-africa-do-sul-manifestacao-mundial-contra-caca-enlatada-de-leoes.html